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Introdução

Este livro revela que o futebol não é apenas uma metáfora, mas quase um
modelo para a gestão moderna ou, pelo menos, assim se tornou nos últimos
anos. Pois o mundo dos negócios mudou. Os gestores chegaram, agora, onde
os treinadores e os dirigentes de futebol já tinham chegado há muito,
através de grande pressão para a obtenção de resultados
a curto-prazo, mudanças permanentes, incessantes
exigências de crescimento, concorrência a nível global, insegurança
laboral e inovações constantes.
Não há nada que seja tão empolgante como a economia – excepto o futebol.
Esta frase também se poderia inverter. Em ambos os campos, deparamo-nos
com a trivialidade prática do dia-a-dia de não sabermos como as coisas
acabam. Podemos aprender com ambos a perder e a vencer com dignidade,
mas também que, mesmo estando em desvantagem numérica, temos sempre a
possibilidade de ganhar. Basta haver espírito de equipa, determinação e
iniciativa. Tanto num caso como noutro existe a expectativa entre
planeamento e acaso, entre fracasso e sucesso, entre norma e excepção.
Mas, principalmente, a interacção entre o talento individual e a coesão
da equipa são quase um exemplo perfeito para as duas áreas da vida, até
para toda a nossa vida em geral. Podemos deixar a bola de parte e
substituí-la por um produto qualquer. Podemos imaginar a equipa
adversária como um concorrente e os adeptos como clientes. Os jogadores
podem ser considerados os empregados e o treinador, o chefe. O passe
pode ser visto como o sistema social, o flanco como oferta de
colaboração. Ambos visam a vitória, a luta e o poder, com coragem e
paixão. A estratégia, a táctica e o acaso fazem parte do jogo, tal como
os sentimentos e os elementos trágicos. Tanto num campo como noutro
temos heróis, patifes e oportunistas, boas e más colocações. As últimas
são mais comuns. Por conseguinte, o futebol e a economia, em muitos
aspectos, são comparáveis. Note-se que este livro pretende comparar duas
áreas e não pô-las ao mesmo nível. Existem diferenças determinantes que
se mantêm intocáveis.
O que é que um gestor pode aprender com os treinadores de sucesso
mundial? Segundo Reinhard K. Sprenger, é possível aprender-se bastante e
traça diversos paralelos interessantes entre o futebol profissional e o
quotidiano empresarial. Chega a novas conclusões extraordinárias sobre
as oportunidades e os problemas nas empresas.
Na verdade, os líderes têm algo em comum com um treinador de futebol,
pois têm de criar as condições para que a equipa possa ter sucesso. Mas
não é só neste aspecto que podemos aprender com o futebol. Sprenger – um
dos mais conceituados consultores de gestão na Europa – demonstra que o
mundo do futebol é a base perfeita para analisar os desafios da vida
empresarial e apresentar soluções possíveis de modo conciso e claro.
Trata-se de um livro compacto capaz de desvendar, impiedosamente, os
desenvolvimentos errados das empresas e de delinear previsões de sucesso
de forma perspicaz.
Deixe-se inspirar pelo futebol!
Índice
Índice
Exercícios de Aquecimento
Parte I: Posição na Tabela
Não vendemos o desempenho, vendemos o sucesso
A motivação é apenas um requisito para o sucesso
Os jogos são ganhos na mente
Não existem receitas de sucesso
Objectivo alcançado – e agora?
O medo de errar
A Arte de Perder
Com confiança tornamo-nos rápidos
Jogamos para a bancada – o cliente no centro das atenções
Mudar de treinador é, na maior parte das vezes, uma estratégia
errada
Parte II: Treinador
Um bom chefe torna-se dispensável A liderança necessita de seguidores voluntários
A liderança requer maturidade Bons jogadores raramente são bons treinadores Autoconfiança traz inovação
No início ultrapassar o que é incómodo
A confiança começa com vulnerabilidade
A comunicação é mais importante do que o elogio
Liderança apaixonada
Os objectivos têm de ser alcançáveis
A liderança cumpre uma tarefa de perturbação
Determine o objectivo, não o caminho
Dar força aos mais fortes
Mobilização do pessoal – substituir no momento certo
Os bons gestores sabem a altura de se retirar
Parte III: Equipa
Equipas de alto desempenho – passar de «um com o outro»
para «um pelo outro» A escolha do pessoal é o mais importante
Será possível influenciar o vínculo com os empregados? Já não
existem empregos estáveis Do especialista ao talento
multifacetado Por que razão é que o indivíduo conta O
dinheiro não marca golos – ou marca? Ninguém ganha sozinho – condições para o trabalho de
equipa Quem recebe ordenados de topo prejudica o desempenho da
equipa Não apenas exigir o espírito de equipa, mas promovê-lo
também através de regras
Parte IV: Zona da Claque
As regras mantêm o interesse O
ataque é a melhor defesa Miopia – um torneio não é a liga Os
números não são tudo Jogadores de nível mundial ou heróis
locais? Mulheres no domínio dos homens Correcto ainda não
significa justo Competição e cooperação
Autor

Reinhard K. Sprenger,
PhD, é considerado o mais ilustre consultor de gestão e especialista
em Liderança da Alemanha. Quase todas as grandes empresas do DAX são
suas clientes. Vive em Zurique e em Santa Fé, Novo México. Sprenger é
conhecido pelo seu pensamento crítico que convida a uma nova forma de
pensar e de agir.

Comentários 
Depois de termos os ensinamentos da Arte da
Guerra, de Sun Tzu, aplicados à gestão, chega agora a vez de ter as
estratégias do futebol nas empresas. É o tema de 'Bem Posicionado', de
Reinhard K. Sprenger (edição Centro Atlântico).
Francisco José Viegas
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