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Em histórias mal
contadas os objectivos claros, os cenários lineares e os planos quantificados fazem pouco
sentido.
Com o fim da Guerra Fria, a História em vez de ter terminado, descongelou-se. A síntese
que resultou de um confronto de cinquenta anos entre o capitalismo Ocidental e o comunismo
do Leste desaguou num "pós-", em que o "pensamento único" pretendeu
afirmar-se por falta de comparência de adversário. Neste sentido, de facto uma história
acabou. No entanto, outra História está a começar. É uma história que não bate certo
com os conceitos, os modelos e as instituições do passado recente.
Nos dias que correm uma coisa é certa: a ambiguidade substituiu a Guerra Fria.
Novos e velhos questionam-se: qual é a solução? Mas essa pergunta é ela mesma uma
parte do problema. A solução, ao ser um conceito derivado dos modelos mecanicistas,
pressupõe que podemos modelar o futuro - essa é a razão porque procuramos "a
solução". Ora esse pressuposto está em contradição frontal com o que agora
origina a necessidade da solução: um presente que simplesmente aconteceu. Que não foi
modelado, nem planeado, nem previsto. Aconteceu, e não bate certo.
Significa isto que o que hoje está em causa são as formas tradicionais de entendimento
de um mundo cujas instituições e modelos têm vindo a ser desautorizados pela
capitulação, pelo absurdo e pelo delírio. O mundo continua aí. Surpreendentemente e
simplesmente acontecendo.
No centro do furacão estão de novo as redes, cuja essência é a conexão e o
descobrimento. Depois das calçadas dos Romanos, das rotas das caravelas, dos caminhos de
ferro do Oeste americano, das auto-estradas transcontinentais, da aviação civil
popularizada, uma nova geração de redes - as tecnologias de informação e de
telecomunicações - está a gerar o novo mundo.
O poder, a criação de riqueza, o nível de vida, em suma a supremacia, estão a
transferir-se para as redes de computadores e de telecomunicações. A tradição
quebrou-se e a suspeita paira. A nova tecnologia cerca o cidadão comum como um pesadelo
sem saída.
"Quem tem ouvidos, ouça!", exclamou Nietzsche. "Quando vejo coisas, vejo
coisas", escreveu Ayn Rand. Conhecer, não permitindo que a ansiedade da incerteza
nos impeça de interpretar o que se passa à nossa volta, é ver o que vemos, ouvir o que
ouvimos, sentir o que sentimos e pensarmos da única forma que nos é possível fazê-lo:
por nós próprios.
Hoje, dar um sentido ao mundo não é uma tarefa óbvia e de resultado seguro. Uma das
formas de o tentar é detectando padrões nos acontecimentos do dia a dia, e investigando
a sua essência - aquilo que nesse padrão é permanente e atribui aos eventos uma
finalidade, isto é, um destino. Trata-se não de procurar um "como", mas sim um
primeiro "porquê".
Esta forma de fazer sentido do mundo, que se pretende tanto quanto possível livre dos
modelos tradicionais, visa detectar tendências de fundo em progressão, habilitando-nos a
formular coerentemente e consistentemente novas interpretações do mundo.
As tendências de fundo são movimentações irreversíveis a curto e a médio prazo. São
padrões de modelação dos acontecimentos, que no longo prazo são alteráveis, o que
não significa que de facto venham a ser alterados. Estas gigantescas mudanças sociais
condicionam os desenvolvimentos vitais nos mercados, na tecnologia, na política e na
cultura. Trata-se de mudanças que resultam das acções de milhões e milhões de
entidades e são determinadas por alterações primárias em variáveis críticas do
desenvolvimento humano: a evolução demográfica, os fenómenos naturais, as ideias e os
breakthroughs tecnológicos.
As tendências de fundo porque modelam o caudal de milhões de eventos e de triliões de
decisões, condicionam o desenvolvimento das estratégias competitivas, das opções
organizacionais e das guerras pelo poder. A sua detecção e capitalização é, por
excelência, a fonte do poder, da riqueza e do lucro.
Se a superioridade no posicionamento estratégico das empresas é a principal razão para
o seu sucesso competitivo, então a colagem de um negócio a uma ou mais tendências de
fundo é a forma de o obter.
Num mundo imerso em informação a capacidade de cortar na ambiguidade, de perspectivar os
factos e dar um sentido ao futuro constitui a derradeira fonte da vantagem competitiva.
Um entendimento do futuro
Os modelos político-económicos do século XX foram construídos sobre o pressuposto de
que a informação relevante é difícil, morosa e cara de obter. É um quadro que já
não é válido. Mas a chamada sociedade da informação não está a tornar as coisas
mais simples. A relevância que os dados possam ter, bem como a sua captação, dependem
da capacidade de fazer sentido do que acontece. O overload de informação está a exigir
estratégias complexas contra a ambiguidade.
O poder e a riqueza estão a ser transformados pela informação e pela nova tecnologia.
Na Bolsa de Nova York, a Microsoft vale mais do que a General Motors e a Ford, juntas. Na
Bolsa de Lisboa, a Telecel vale mais do que a Cimpor e a Portucel, juntas *.
Das 100 maiores economias do mundo mais de metade são empresas e não países. Na empresa
transnacional típica mais de 90 por cento dos accionistas são sleeping partners. O
know-how dos gestores, legitimado pela abstenção dos accionistas, detém o poder dos
novos impérios, os quais assentam na conquista de mercados, nas fusões e aquisições,
nas redes e na nova tecnologia.
A nova tecnologia está a gerar uma nova elite. Os knowledge workers são uma franja de
profissionais, altamente preparados e de mobilidade global, aptos a produzir uma cada vez
maior quantidade de produtos, aumentando a sua qualidade e descendo os seus preços, em
simultâneo. Para atrair esta elite geradora de riqueza, os países e as regiões competem
entre si. Os incentivos fiscais e as isenções de impostos são as armas mais utilizadas.
Assim, para uma elite móvel o que tem sentido perspectivar é a descida dos impostos e
não a sua subida.
Com acesso instantâneo à informação, as regiões, as cidades, as empresas e os
empreendedores da sociedade digital estão a ligar-se directamente à economia global. O
trabalho rotineiro está a ser automatizado ou exportado para o Sul. Novas classes sociais
estão a emergir. Para além do topo, detentor do conhecimento e das empresas, existe uma
enorme massa consumidora, de mobilidade reduzida e ansiosa perante o novo mundo. E ainda
uma underclass em progressão, excluída da pós-modernidade, e que tende a concentrar-se
nas cidades, fazendo subir a insegurança.
Neste quadro, as populações reagem e colocam o emprego e a segurança acima dos valores
da democracia e do Direito - a presunção da inocência, a igualdade de oportunidades, a
vontade da maioria. O Estado, por seu lado, está cercado por actores ou mais pequenos mas
mais ágeis - regiões, cidades, empresas, ONG's - ou maiores, mas mais poderosos - UE,
OMC, NATO, empresas globais. Para sobreviver entrou em mutação: privatizando,
desregulamentando, fragmentando-se.
Os EUA, a Europa e a Rússia estão à beira da fragmentação. Possivelmente já em rota
de separação, entre outras cidades e regiões, estão a Catalunha, o País Basco, a
Galiza, a Padania, a Bavaria, a Saxónia, Berlim, Londres, a Escócia, a Califórnia, Nova
York, o Quebec... Mas estas, são as boas notícias, porque com a quebra da tradição e
com a subida da insegurança é o Estado de Direito que está em riscos de sofrer um recuo
dramático.
As indústrias da informação estão a alterar radicalmente a forma como se cria riqueza.
Em breve, as redes planetárias de cabos de fibra óptica e de satélites desempenharão
na criação de riqueza o mesmo papel que no passado coube às caravelas dos
Descobrimentos, aos caminhos de ferro ou às auto-estradas. No sector dos serviços, que
representa mais de metade do PIB nos países desenvolvidos, desenha-se uma fractura entre
as telecomunicações, electrónica de consumo e media, por um lado, e os serviços
indiferenciados - comércio, administrativos, operacionais - por outro lado. Nos
primeiros, dezenas de indústrias tradicionais estão em rápida mutação (da tipografia
à TV, passando pelos telemóveis e pela Internet). Nos segundos, sofre-se: salários
congelados, downsizings, deslocalizações, falências.
A aliança táctica media/opinião pública/ONG's faz frente à máquina estatal e aos
modelos industriais. Os modelos meritocráticos dos negócios tendem a afirmar-se. Os
novos poderes são cada vez mais dirigidos por elites não eleitas, altamente preparadas e
motivadas. E o paradigma terra é riqueza revela-se definitivamente minado.
Esta sociedade global requer um novo tipo de linguagem porque é uma nova sociedade
humana. Porque sendo na linguagem que o homem se adapta estruturalmente à sociedade que
projecta, uma nova língua está já a surgir. É um novo inglês, já hoje uma espécie
de língua franca. É a língua da maio-ria das organizações internacionais, das
publicações científicas, da Internet, da finança, dos negócios.
A localização global de tudo é a lógica competitiva do século XXI. Da produção, ao
marketing passando pela tecnologia e pelo pagamento de impostos, tudo tende a localizar-se
onde tenha mais sentido. Avaliando todo o planeta, a empresa global desloca os seus
processos e funções assim que detecta subidas no rácio output/input. Com menos terra,
pessoas, dinheiro, equipamento, matérias-primas, espaço, tempo, energia e stocks, as
empresas líderes obtêm produtos cada vez melhores e mais baratos. A informação é o
único recurso em subida - o supremo substituto, na expressão de Alvin Toffler. O
resultado desta mutação é uma maior eficiência da economia global, que se traduz na
baixa generaliza-da de preços dos produtos e dos serviços. Ou seja, o resultado desta
tendência é a sua força.
No trabalho, a tendência é a queda da remuneração horária e a ascensão da
remuneração em função dos resultados. O emprego para toda a vida desapareceu e a vida
profissional como uma sequência de vários full-time também tende a desaparecer. Os
portfolios de trabalho, os contratos de prestação de serviços especializados, a
remuneração pelos resultados, são os modelos em desenvolvimento.
Na diplomacia internacional as coisas não param de acontecer. A dissuasão baseada na
capacidade de destruir os outros - dissuasão nuclear - está a ser substituída pela
capacidade de evitar que os outros nos destruam - dissuasão da informação.
Que tipo de mudanças ideológicas se estão a verificar? Que economia está a
desenvolver-se? Que teoria política pode interpretar o que está a emergir?
O embate parece estar a desenrolar-se entre os valores da justiça social, do
individualismo, da mobilidade global e dos mercados planetários desregulamentados.
Este é o novo mundo. Um mundo fascinante e sofisticado. Um mundo bárbaro e selvagem.
Quatro grandes temáticas
Vejo este livro, também, como um destino natural para as crónicas "futuro",
que há cerca de dois anos mantenho semanalmente no "Público". Os textos que o
constituem, creio, constituíram uma narrativa que nos dias de hoje faz mais sentido do
que as propostas tradicionais ou do que os desejos ansiosos das maiorias.
Trata-se de uma nova história, sem dúvida. Uma história cujo compromisso de fundo
pretende ser a consistência e a coerência, desvalorizando em cada desenvolvimento as
tradições do passado e as visões do futuro. Penso tratar-se de uma proposta que pode
explicar mais e melhor, e que pode também estimular novas perspectivas e novas
interpretações para o dia a dia e para os contextos político, económico e social em
que estamos imersos. É uma história que pelo simples facto de ter vindo a ser publicada
no "Público" e de agora ser proposta neste livro, merece ser contada.
São quatro as grandes temáticas deste livro, a que correspondem outros tantos
capítulos: Sociedade Pós-Democrática, Globalização e Fragmentação, Guerras do
Conhecimento, Portugal.
Os capítulos estão organizados para serem lidos sequencialmente. Para isso os textos
foram ordenados de modo a proporcionar um fluir natural da leitura e um sentido
específico ao todo que constitui cada um dos capítulos.
Tratando-se de textos que inicialmente foram escritos e publicados em diferentes momentos
podem seguramente ser lidos isoladamente. No entanto, cremos que a organização dos
textos nestes quatro capítulos e a sua ordenação conforme ao apresentado é uma
importante mais-valia.
O Capítulo 1 - Sociedade Pós-Democrática debruça-se sobre as causas, a essência e os
contornos dos acontecimentos que no pós-Guerra Fria mais têm atraído as atenções das
populações: a nova tecnologia, a finança global, os media, as novas e as velhas
ideologias, a vida urbana, a personalização em massa, a competição permanente, o
consumo, a inovação, as crises, os tribunais e a justiça, as eleições e o voto, as
novas classes sociais, as tradições, o risco, os mercados.
Numa sociedade em que a democracia parlamentar é um dado adquirido, o desafio parece
estar de novo a colocar-se entre os valores do individualismo, da iniciativa e da
mobilidade, e os valores do colectivismo, das maiorias, e dos Estados.
Os media, a mobilidade global e a explosão da informação propõem cadenciadamente a
cada um de nós formas alternativas de fazer sentido do mundo.
O capítulo inicia-se com textos de reflexão desta temática nos planos filosófico,
epistemológico e político. As sociedades urbanas contemporâneas, nomeadamente no que
respeita ao papel dos media e à invasão da nova tecnologia, constitui o bloco central de
textos deste capítulo. A competição política e empresarial e três diferentes
sínteses sobre a temática apresentada fecham o capítulo.
O Capítulo 2 - Globalização e Fragmentação pretende tratar com algum detalhe o
aspecto que marca a época actual: a globalização. O conceito de globalização é já
um entendimento do mundo. Ou seja, é uma resposta que tem por base o pressuposto que o
que acontece tem uma natureza global, e que essa mesma globalidade, é o aspecto que é
distintivo nesta época - nos mercados, na política, nos media, na cultura, no desporto,
etc. -, sobrepondo-se a todos os outros aspectos.
Por a época ser "nova", o fenómeno da fragmentação política e do
esvaziamento da autoridade dos poderes tradicionais está a ser mal compreendido, quando
não é simplesmente ignorado.
A aparente contradição entre globalização e fragmentação tem impedido a compreensão
de um mesmo fenómeno: o meio está a ser esvaziado; o poder está a subir para entidades
planetárias, e a descer para instituições locais.
Ontem os Estados, os actores de um entendimento do mundo passado, eram poucos e os
mercados eram muitos. Hoje caminhamos para o contrário: milhões de entidades e um único
mercado planetário.
As portas da economia global estão abertas para quem quer que se queira ligar ao fluxo
das ideias, da tecnologia, do dinheiro e dos mercados.
O capítulo inicia-se com a análise desta temática a partir de ângulos diversos: o
projecto Iluminista do Ocidente, a mobilidade, a tecnologia, a linguagem. Os textos
seguintes focam as várias globalizações em curso: nos mercados, nos estilos de vida, na
finança, nos media, no trabalho e nas empresas.
Por fim introduz-se alguns dos novos actores de um mundo globalizado: os impérios
empresariais, as regiões, as cidades-Estado, as transnacionais do crime, os
empreendedores da sociedade digital, a nova geração imersa nas redes tecnológicas.
O Capítulo 3 - Guerras do Conhecimento debruça-se sobre a natureza revolucionária das
novas tecnologias de informação e de telecomunicações. A nova tecnologia é
radicalmente nova - não só muda os detentores do poder, como altera a forma como o poder
é conquistado, exercido e mantido.
Ao alterar a forma como se exerce o domínio e se cria riqueza, a nova tecnologia altera a
forma como se vive em sociedade, como se compete, como se trabalha, como se produz, como
se rouba e como se faz a guerra.
A tecnologia, enquanto projecto de organização e de controlo de um mundo eficiente, é
mais do que uma colecção de objectos e de facilidades. A tecnologia transporta uma
visão analítica e ordenadora do mundo. Essa visão é alicerçada no projecto Iluminista
da conquista do mundo pelo homem. Por isso, porque muda de facto o mundo, a tecnologia é
algo de substantivo e não apenas de instrumental. Esta temática que abre o capítulo,
não é neste livro abordada de uma forma tradicional. Neste ponto, a tradição é o
Cartesianismo. Assim, a par de exposições consistentes com as visões correntes da
tecnologia, da gestão e do conhecimento, introduzimos um tipo de reflexão menos comum,
mas que cremos de crescente aceitação. Trata-se de reflectir sobre o homem-no-mundo
através da tentativa de captação das práticas de retaguarda, corporizadas, assumidas e
intuitivamente colocadas em acção. O mundo é prioritário, está-sempre-já-presente, e
não é possível ao homem colocar-se fora da sua história e destacar-se de um mundo em
que está já e sempre comprometido.
O fluir do capítulo vai detalhando as temáticas que se entende determinarão o rumo que
a sociedade vier a tomar: a informação como um anti-recurso, a gestão do overload de
dados, a dissuasão baseada na informação, a competição preventiva, a
desmaterialização, o redesenho dos velhos processos e o surgir de novas organizações,
a corporização (a expressão em inglês "embodiment" capta melhor o que está
em questão) da informação como conhecimento, os limites da nova tecnologia, a natureza
do novo "golpismo", o terrorismo pós-industrial, o exercício da supremacia.
Os três textos finais - A Vertigem Nietzschiana, A Beleza Está no Teu Olhar, Os
Próximos 100 Mil Anos - são de algum modo sínteses alternativas da temática de fundo
deste capítulo: o conhecimento e o poder.
O capítulo fecha com o Futuro Mais que Perfeito, uma reflexão teórica que sugere que a
desmontagem da racionalidade, da História e da Ciência nos deixa sempre colocados face
ao futuro, à beira do que é a essência do ser humano: a temporalidade.
O Capítulo 4 - Portugal aborda a temática "Portugal" no contexto exposto nos
três capítulos anteriores. A convicção de fundo que o atravessa é a de que os tempos
que se perspectivam são uma oportunidade para o entendimento português do mundo.
O próximo século pode ser um horizonte de possibilidades e de descobertas em que uma vez
mais o individual e a aventura é o aspecto vital do desenvolvimento. Esta atitude é
lusitana no seu cerne. Os portugueses foram durante muito tempo os que chegaram aos
lugares que não vinham nos mapas.
O mundo novo está aí outra vez: é uma nova era aberta sobre o desconhecido e sobre os
outros. Esta realidade, num contexto duro e implacavelmente 'mercadizado', não é mais
desfavorável a Portugal do a quaisquer outros. A diáspora portuguesa, longe ser o
problema, é parte da solução.
Portugal e os actores nacionais terão tanto mais possibilidades de desenvolvimento e de
influenciarem o curso dos acontecimentos, quanto mais inequívoca e activamente mantiverem
em aberto as suas opções atlântica, europeia e africana. Nesta estratégia de
triangulação não existe opção final. A opção por um dos lados é apenas uma
possibilidade teórica. Nunca é concretizada. Na prática o que parece provisório é o
que é definitivo. O objectivo não é escolher um dos caminhos, mas o de ser o
"interface" entre eles. É aí que está o destino. E é aí que estão também
os novos tempos.
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| Prefácio |
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Uma
pessoa, uma região |
| Introdução |
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Os
novos impérios |
| Capítulo 1 - Sociedade pós-democrática |
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Os
vendedores de topo |
| A ordem |
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Singapuras |
| O
non-sense |
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Livre, rica e selvagem |
| O vento
sopra de frente |
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A
geração Netscape |
| A idade
dos fins |
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Os
dinossauros |
| A tensão
do milénio |
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Capítulo 3 - Guerras do Conhecimento |
| Esquizofrenia
colectiva |
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A
conspiração dos espelhos |
| Pensamentos
únicos |
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Segredos
que nos cercam |
| Cerco à
democracia |
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Estar aí |
| Estratificação
social global |
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Naturalmente
no Verão |
| Adeus
tribo! |
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Os dois
'porquês?' |
| Somos
todos soldados |
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Quanto
mais as coisas mudam |
| A
privatização da polícia |
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Absolutamente
ao centro |
| O
príncipe encantado |
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A
solução é parte do problema |
| A
conquista da realidade |
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|
Sobre o
management |
| Vidas
arriscadas |
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Gestão e
intuição |
| Um dia
vulgar |
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|
Patologias,
hábitos e razões |
| A
sociedade transparente |
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O
anti-recurso |
| Os media
pensam como eu |
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Infoglut |
| Justiça
selvagem |
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A
dissuasão da informação |
| Miss Tudo |
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|
Prevenção
competitiva |
| Directo ao
coração |
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Canais de
atenção |
| TV caos |
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|
Personalizar
é desmaterializar |
| Correio da
aldeia |
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A gestão
da próxima geração |
| A III
Guerra, pânico e outras histórias |
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A gestão
e o tufão |
| O voto aos
16 anos |
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Core
management |
| O planeta
meritocrático |
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Estratégia
para todos |
| O fim das
férias |
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Língua
franca |
| Os
anúncios dizem tudo |
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A outra
moeda única |
| Vingança
poética |
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|
Tecnologia
sem lei |
| Histórias
sem fim |
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Vermelho
vivo |
| Capítulo 2 - Globalização e fragmentação |
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Homens
estratégicos |
| Os
enquadradores |
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Terrorismo
pós-capitalista |
| Dias sem
nome |
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Golpe na
América |
| Tudo isto
é teu, ou seja, é meu |
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A Terceira
Via é a segunda |
| As
tecnologias da libertação |
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A vertigem
Nietzschiana |
| O pesadelo
americano |
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|
A beleza
está no teu olhar |
| Para que
serve a América? |
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Os
próximos 100.000 anos |
| Quem
dispara primeiro ri no fim |
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|
Futuro
mais que perfeito |
| O voo do
falcão |
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|
Capítulo 4 - Portugal |
| McMundo |
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|
Uma
varanda sobre o mar |
| Capitalismo
fatal |
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|
Mar, outra
vez |
| O crash
sem fim |
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|
Portugal
no labirinto global |
| A miopia
do mercado |
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|
24 horas
no dia D |
| Um susto
anunciado |
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|
Horizontes
do euro |
| Diana, a
anti-história |
|
|
|
Uma
tradição qualquer |
| Cinzento
escaldante |
|
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|
Futebol e
tribunais |
| A nova
Babilónia |
|
|
|
Futebolismo |
| A vez dos
mercados |
|
|
|
TV hoje |
| O amigo de
Ayn |
|
|
|
Made in
Portugal |
| O poder
está no volante de um TIR |
|
|
|
Os sonhos
dos outros |
| O mal
estar |
|
|
|
Índice de
figuras |
| Outra
estratégia contra a droga |
|
|
|
Índice
por Palavras-Chave |
| A lei do
mais pequeno |
|
|
|
Índice
Remissivo |
| A
fragmentação do Estado |
|
|
|
Indice
cronológico |
|
|
|
|