| Sumário Executivo OBJECTIVOS
- Esclarecer os leitores sobre o "Problema do Milénio" nos computadores.
- Expor as causas e os seus possíveis efeitos no dia-a-dia das PME.
- Fornecer algumas pistas e ideias para a correcção dos problemas.
O QUE PODE PROVOCAR ESSE DITO "PROBLEMA"?
Ouve-se dizer que em 1 de Janeiro de 2000:
- Bolsas de todo o Mundo não funcionam;
- cofres dos Bancos abrem-se automaticamente;
- impostos e multas de 1999 poderão voltar a ser cobrados;
- uma chamada telefónica de 3 minutos da Europa para os EUA que tenha começado no fim de 1999 pode custar milhares de contos;
- deve-se evitar andar de avião, comboio, carro na passagem do ano......
- o que há de verdade em tudo isto?
Ou seja, trata-se de uma ameaça séria para a economia global onde todos (e as PME em particular) vivemos e trabalhamos.
O QUE É?
- Uso do ano com dois dígitos (no lugar dos quatro dígitos que seriam necessários) na maioria dos sistemas informáticos que não possibilita cálculos correctos com datas;
- Tratamento do ano 2000 sem considerar que ele é bissexto;
- Uso de 19 e 20 para definir séculos;
- Erros de equipamentos, ferramentas e outros produtos com "chips" (micro-processadores) embebidos que controlam datas.
É uma realidade complexa e muito alargada, sem contornos muito precisos. Cada caso é um caso....
PORQUE APARECEU?
- Basicamente teve origem nos anos 60, 70 e 80 porque era necessário poupar memória e espaços de armazenamento de dados e informações nos computadores.
E afinal de quem é a culpa?
COMO SE PODE CORRIGIR? TEM SOLUÇÃO?
Infelizmente não existe uma solução normalizada para resolver o problema:
- todos os "chips" têm que ser inspeccionados (e substituídos os incorrectos);
- as aplicações informáticas que usem e tratem datas terão que ser analisadas... e convertidas;
- todos os equipamentos informáticos devem ser verificados.
Ou seja, tem solução, ou melhor, soluções, mas que consomem recursos e tempo. E isso implica uma gestão criterio-sa dessas correcções.
Se tudo não puder ser feito a tempo tem que se definir prioridades de actuação que permitam assegurar a continuidade das operações vitais para a garantia da continuidade de serviço aos Clientes.
É UM PROJECTO VITAL?
- Sim, porque se não forem feitas as correcções exactas, pode estar em causa a sobrevivência das empresas (especialmente das PME).
O Ano 2000 não é apenas mais um projecto informático, como já ouvi dizer! Tem custos, implicações legais e comerciais (em cada empresa, nos Estados e com repercussões mundiais).
E não pode ser adiado: tem uma data limite (01 de Janeiro de 2000).
FUNÇÃO DO ESTADO?
- Varia de País para País. Nos países mais industrializados o Estado assumiu, já há algum tempo, um papel preponderante e activo em todo o processo.
Em Portugal pensamos que o problema ainda não assumiu as mais correctas proporções. Principalmente no sector privado e nas PME estamos ainda muito longe de uma situação satisfatória. Até quando?
Se o Estado não der o exemplo como pode obrigar o sector privado a acelerar o processo? Se os cidadãos não tiverem conhecimento dos sistemas problemáticos e dos planos de emergência de uma forma aberta e clara, sendo constante-mente informados sobre o seu estádio e criando uma "empatia" e necessidade de consciencialização colectiva do problema 2000, como se poderá garantir a imprescindível preocupação colectiva das acções correctoras?
Esta atitude seria geradora de um clima de segurança que se poderia concretizar através de uma simples frase: " Não haverá repercussões do problema do Ano 2000 nos Serviços Públicos".
Na maioria dos Países da Comunidade Europeia pensa-se que o Governo deve cooperar activamente com o sector privado aconselhando e cooperando com as grandes empresas e APOIANDO REALMENTE as PME (através de acções de informação, formação, acesso a bases de dados internacionais, alterando prioridades em programas de apoio comunitário) numa acção mista de SUPORTE CONCRETO e PRESSÃO para a concretização efectiva dos planos.
O Governo também deve assegurar e controlar a dimensão internacional do problema (banca, defesa, comunicações, energia e transportes, como sectores mais significativos).
INFORMAR, APOIAR e EXERCER PRESSÃO serão as palavras chave da actuação dos Governos.
QUE É QUE AS PESSOAS E O SECTOR PRIVADO PODEM FAZER?
- A acção mais importante é começar a questionar-se acerca da situação efectiva e dos factos: tenho algum problema? Se sim, é grave? O que se está a fazer para o resolver? E as empresas com que estou relacionado também o estão a fazer? E se alguma operação importante falhar tenho algum plano de emergência?
Estas são as perguntas que um gestor (Estado, Administração Pública ou Local e Privados), em grandes ou pequenas organizações e empresas, deve saber responder.
CONSELHOS FINAIS
- O problema do Milénio nas Tecnologias da Informação, nos Computadores e Equipamentos com datas merece muita atenção.... e preocupação;
- A consciencialização dos Gestores das PME é prioritária e fundamental;
- Não existem soluções mágicas;
- Os esforços não podem ser isolados (estamos num mundo global em que as informações se interligam);
- Não é um problema exclusivo da área da Informática;
As correcções já deviam ter começado....
"É TEMPO PARA ACORDAR" (lema da TaskForce2000 do Governo Britânico)
NOTA: Para evitar o recurso a glossários de termos técnicos no final da obra tentámos usar uma linguagem simples e directa, em que os poucos termos técnicos utilizados têm uma explicação imediata.
Aos colegas de profissão as desculpas por eventuais erros ou omissões de carácter técnico cometidas.
Aos gestores e responsáveis das PME a quem este texto é primordialmente dirigido também as desculpas por algum aspecto menos clarificador. |