Há muito, muito tempo, os telemóveis
serviam apenas para te-lefonar! Hoje, graças ao crescimento exponencial de serviços
proporcionados quer pelos operadores GSM quer pelos fabricantes de telemóveis, estes
podem ser usados horas a fio para muito mais do que telefonar. Nalguns casos, os
telemóveis começaram por ser agressores para se transformarem em necessidade, impondo-se
como acessório indispensável. Tornaram-se então em autênticos companheiros
inseparáveis para muitos de nós.
A principal vantagem dos telemóveis é a de que eles nos tornam a vida mais facilitada.
Comunicar atrasos, pedir reboques em avarias numa estrada, deixar de alimentar telefones
públicos com moedas ou cartões que nunca
estão disponíveis, cha-mar um táxi, um canalizador, dizer que te amo, ou
simples-mente que acordei e está sol, permitem uma forma nova e desafiante de
socialização.Com ele sentimo-nos menos
sós pois podemos comunicar em qualquer lugar e em qualquer momento. É por isso um bom
antídoto contra o stress quotidiano. Entretanto, a forma de estabelecer, aceitar, manter
e desligar chamadas foi substancialmente alterada:
Liga-se a partir de uma das várias memórias do cartão ou do
telemóvel, aceita-se porque o chamador accionou uma determinada melodia que lhe dá
direito à nossa atenção, mantém-se a chamada sem usar as mãos, interrompe-se uma
chama-da para atender uma segunda, juntam-se os vários interlocutores na mesma chamada,
desliga-se um deles e mantém-se a conversa com o outro interlocutor. Joga-se o Tetris no
telemóvel para passar o tempo, faz-se conversão de euros, acede-se à Internet, é-se
acordado com a voz de pessoas famosas e escrevem-se e recebem-se muitas e muitas mensagens
de texto pois não há nada como uma carta escrita.
Foi assim que nasceu este livro. Da constatação que não é já
suficiente ponderar os critérios básicos de aquisição de telemóveis para se fazer uma
boa compra.
Ter ou não ter, por exemplo, VibraCall, acesso à Net em modo
WAP, possibilidade de teleconferência, cores atraentes, o tamanho do seu bolso, o peso
ideal, resistência à poeira, toques personalizados ou memo de voz, podem ser
determinantes para decidir por um ou outro telemóvel e sobrepõem-se com frequência a
outros critérios tais como o nome do Operador (Optimus, Telecel ou TMN) ou aos critérios
mais técnicos tais como, o design, a ergonomia, a simplicidade de utilização, a
autonomia, a sensibilidade e mesmo o preço. É a vitória da riqueza funcional (que é
diferente para cada utilizador) sobre o preço e sobre a marca.
E se pensa que não precisa de ler este livro porque o UMTS está
aí a chegar, então 'tire o cavalinho da chuva'. Primeiro, porque o UMTS vai demorar mais
do que o previsto, e depois porque os preços dos equipamentos mais interessantes, com
câmaras de vídeo incorporadas, vão, inicialmente, ter um preço muito elevado.
Perguntará agora, antes de se decidir pela leitura deste manual
de sugestões, mas, afinal, para quem é este livro? E a resposta não podia ser mais
fácil e directa Para si! Pois sabe e gosta de ler (senão não tinha folheado este
livro) e tem um telemóvel (ou vai comprar).
Via SMS ou Internet, os seus comentários e
sugestões serão bem-vindos. Pode dirigir as suas mensagens para geral@centroatlantico.pt
Boa leitura
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